Dia da Amazônia: alimentos, receitas, biodiversidade e preservação

Editoria: Alimentação Saudável

Considerado o maior patrimônio natural da humanidade e bioma do Brasil, a floresta Amazônica possui mais de 4 milhões de km², segundo o IBGE em 2004, e se espalha por nove estados e 125 unidades de conservação federal.  Para celebrar essa imensidão, em 5 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia, como uma forma …

Considerado o maior patrimônio natural da humanidade e bioma do Brasil, a floresta Amazônica possui mais de 4 milhões de km², segundo o IBGE em 2004, e se espalha por nove estados e 125 unidades de conservação federal. 

Para celebrar essa imensidão, em 5 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia, como uma forma de homenagear a data em que foi criada a Província do Amazonas, em 1850, por Dom Pedro II.

Zona ribeirinha do rio Xingu na floresta Amazônica

A grandiosidade da floresta também se reflete na hidrografia, pois é a maior bacia do mundo, com cerca de 6 milhões de km² e contando com 1.100 mil afluentes. 

O principal rio da região, o Amazonas, cruza a floresta e deságua no Oceano Atlântico lançando 175 milhões de litros de água por segundo.

Dentro desse vasto território, há aproximadamente 2,5 mil espécies de árvores e 30 mil espécies de plantas, totalizando 100 mil na América do Sul

Diversidade de alimentos 

O guaraná é um fruto nativo da Amazônia

A Amazônia abriga uma grande quantidade de frutos nativos que possuem sabor, aroma, textura e utilidade culinária distintas. São eles: açaí, guaraná, cupuaçu, buriti, camu-camu, tucumã, bacuri e mangaba, entre outros.

Essas plantas são comercialmente exploradas por comunidades locais e os extratos usados na fabricação de cosméticos, a fim de agregar valor aos produtos e incentivar a preservação da floresta. 

No caso do açaí, cupuaçu e castanha-do-Pará possuem alto potencial econômico e se popularizaram no mercado interno e externo.

No Norte e Nordeste do Brasil, o açaí é consumido acompanhado de farinha de tapioca, peixes e camarão, ou em forma de suco e vinho. 

Já nas demais regiões, a polpa é utilizada para produção de sorvetes, vitaminas e diversas misturas geladas, com a inclusão de outras frutas. 

Receitas 

O cupuaçu também é utilizado na fabricação de cosméticos

Para isso, o Alimente-se Bem desenvolveu duas receitas feitas com aproveitamento integral de frutas: Petit gateau de açaí preparado com raspas de limão e Mousse de açaí com cascas de maracujá.

Outro fruto que se difundiu no país foi o cupuaçu, com um cheiro forte e doce, casca castanho-escuro, polpa branca e ácida, e muitas sementes, ele é adicionado em sucos, sorvetes, cremes, balas, bolos e tortas, e a gordura é utilizada na indústria de cosméticos.

No Amazonas, alimentos como pimentas, mandioca, tucumã, jambu e banana da terra repletem sabor, aroma e expressão cultural nos pratos: 

- Tacacá, Bolinho de pirarucu, Costela de tambaqui na brasa, Pato no tucupi, Tapioca, Açaí com tapioca, X-Caboquinho, Sorvete de tucumã, Vatapá e Baião de dois.

Esses alimentos ajudam a compor os 44% das 500 espécies de frutas nativas do Brasil.

Fauna

A onça-pintada é encontrada em alguns biomas do Brasil, inclusive na Amazônia

Além da riqueza de toda essa flora, a fauna ganha destaque com aproximadamente 30 milhões de espécies animais e algumas ainda são desconhecidas pela humanidade. 

As principais são: onça-pintada, lobo-guará, anta, capivara, jacaré, tartaruga, tatu macaco, peixe-boi, papagaio, arara, tucano, sucuri e jararaca. 

Amazônia Legal

Com o objetivo de desenvolvimento econômico e social, das regiões onde se concentra o bioma, foi lançada a Amazônia Legal. O conceito, criado pelo governo do Brasil, corresponde à área de nove estados do Brasil.

De acordo com os dados da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), essas regiões abrigam cerca de 22 milhões de pessoas, sendo 250 mil indígenas.

A área ocupada pela Amazônia Legal é de aproximadamente 5.217.423 km², contando com a Amazônia e partes do Cerrado e do Pantanal.

Com história, biodiversidade, cultura e prosperidade econômica, a Amazônia deve ser preservada e valorizada, e os recursos naturais explorados de forma sustentável, para garantir que as riquezas continuem a nutrir a região, o Brasil e o mundo.

A Sindemia Global e o papel do nutricionista

Editoria: Alimentação Saudável

Hoje, 31 de agosto, é comemorado o Dia do Nutricionista. Durante a carreira, o profissional pode atuar em Nutrição Clínica; Alimentação Coletiva; Nutrição em Esportes; Saúde Coletiva; Nutrição na Indústria; e Ensino e Pesquisa, conforme consta na Resolução n° 600 de 2018 do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). Dentro dessas áreas e no trabalho do dia a dia, o …

Hoje, 31 de agosto, é comemorado o Dia do Nutricionista. Durante a carreira, o profissional pode atuar em Nutrição Clínica; Alimentação Coletiva; Nutrição em Esportes; Saúde Coletiva; Nutrição na Indústria; e Ensino e Pesquisa, conforme consta na Resolução n° 600 de 2018 do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN).

Dentro dessas áreas e no trabalho do dia a dia, o nutricionista pode ter um olhar para a sindemia global.

O conceito foi apresentado, em 2019, pela publicação The Lancet, e refere-se às interações entre as mudanças climáticas e as pandemias da desnutrição e da obesidade.

Para entendermos o impacto dessa junção na qualidade de vida, é necessário analisar primeiro o cenário no qual o Brasil está inserido.

De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 70,3 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar moderada ou grave, em 2020.

Isso significa que esses brasileiros, incluindo crianças, apresentaram queda na qualidade e na quantidade da alimentação, bem como não sabiam se teriam todas as refeições do dia.

Por outro lado, os dados publicados pela FAO, em 2021, indicam que o Brasil é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, mas, também, é um dos países que mais desperdiça.

Perdas e desperdícios de alimentos

Durante a colheita há perdas de alimentos

Ao longo de toda a cadeia alimentar, há as perdas desde a colheita até as centrais de abastecimentos. Já o desperdício ocorre nos supermercados, serviços de alimentação e em casa.

Isso acontece devido aos fatores, como: pouca tecnologia e incentivo ao produtor rural, e falta de conhecimento tanto do produtor quanto do consumidor.

Assim, cerca de 27 milhões de toneladas de alimentos são descartados por ano, sendo que 80% decorrem das etapas de colheita, manuseio, transporte e centrais de abastecimento, segundo dados da FAO de 2022.

Nessa perda, o arroz e o feijão correspondem a 38% de toda a comida desperdiçada no país. (EMBRAPA, 2018).

Já em São Paulo, as feiras livres geram um impacto de 33 mil toneladas de resíduos considerando frutas, legumes e verduras (USP, 2017). 

Mudanças climáticas, desnutrição e obesidade

As mudanças climáticas impactam na alimentação

Com esse panorama, é possível afirmar que o Brasil produz mais do que consome e isso acarreta grande sobrecarga ao meio ambiente, conforme os dados abaixo das feiras livres em São Paulo:

  • Geração de emissão de mais de 66 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) no ar, por ano, resultante  da  decomposição da  matéria orgânica e da queima de combustíveis para o  transporte  ao longo da cadeia de comercialização;
  • Anualmente, também são utilizados 994 metros cúbicos de água para o cultivo de frutas e vegetais folhosos.

Esses fatores são apenas alguns exemplos relacionados às mudanças climáticas, como secas e inundações, e afeta o cultivo de alimentos, pois a produção diminui, o preço aumenta e o acesso à comida de verdade reduz.

Em contrapartida, cresce a oferta de alimentos processados e ultraprocessados que, geralmente, são mais baratos e, a falta de tempo e planejamento de muitas famílias, contribuem para a busca desses alimentos que são considerados práticos.

Porém, muitos desses produtos são ricos em gorduras, açúcar, sal e conservantes. Logo, o consumo e o ambiente alimentar no qual estamos inseridos favorecem o crescimento das pandemias de desnutrição e obesidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa é que em 2025, 2,3 milhões de adultos ao redor do mundo estejam acima do peso, sendo 700 milhões de pessoas obesas.

No Brasil, a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) aponta que a obesidade aumentou 72% nos últimos 13 anos.

Com o passar do tempo, essas questões causam grande impacto na saúde, devido ao aparecimento de doenças, como diabetes, hipertensão, entre outras.

O trabalho do nutricionista

O nutricionista pode ajudar o paciente a fazer escolhas alimentares dentro da sua realidade

Diante do cenário, existe uma urgência em construir sistemas alimentares mais saudáveis e sustentáveis, e o papel do nutricionista vai além da entrega de um plano alimentar individualizado.

As ações em sinergia com outros agentes e o envolvimento na elaboração de políticas públicas são alguns caminhos.

Outras ações que podem contribuir são:

  • O incentivo a dietas sustentáveis que beneficiam o meio ambiente e à saúde;
  • Trabalhar a autonomia do paciente por meio da educação alimentar e nutricional, de modo que ele exercite a consciência crítica e saiba fazer as melhores escolhas alimentares dentro da sua realidade;
  • O apoio a amamentação, e a orientação de técnicas culinárias, de higienização e armazenamento dos alimentos;
  • No campo da alimentação coletiva, incentivar ações que aproveitem integralmente o alimento, a fim de evitar o desperdício de partes nutritivas, como cascas, talos, folhas e sementes; conscientizar o consumidor para a redução do descarte de alimentos; e a adoção de práticas sustentáveis na cozinha, como não utilizar utensílios descartáveis.

Nesse quesito, o programa Alimente-se Bem, do Sesi-SP, há mais de duas décadas se posiciona como agente de transformação e oferece ferramentas de apoio, por meio de cursos e conteúdos que trabalham a conscientização para práticas sustentáveis e saudáveis.

O site também conta com mais de 500 receitas publicadas que ensinam a utilização do alimento em sua totalidade.

Por isso, convidamos vocês nutricionistas para ajudar a mudar o cenário do Brasil com a adoção de condutas sustentáveis!

Equipe Alimente-se Bem, do Sesi-SP

Segurança dos alimentos x Segurança alimentar: conheça as diferenças

Editoria: Alimentação Saudável

Quando falamos sobre segurança dos alimentos e segurança alimentar os conceitos parecem sinônimos, mas apesar de semelhantes, eles possuem significados diferentes. Entenda a seguir. Segurança dos alimentos  O termo vem do inglês “Food Safety” e abrange as práticas de manipulação da cadeia de produção, que vão desde a colheita até o consumo, a fim de …

Quando falamos sobre segurança dos alimentos e segurança alimentar os conceitos parecem sinônimos, mas apesar de semelhantes, eles possuem significados diferentes. Entenda a seguir.

Segurança dos alimentos 

Uma das etapas da cadeia de produção é a colheita

O termo vem do inglês “Food Safety” e abrange as práticas de manipulação da cadeia de produção, que vão desde a colheita até o consumo, a fim de garantir a qualidade do alimento.

Para não causar problemas à saúde, essa qualidade requer que o alimento esteja saudável para consumo e, consequentemente, livre de contaminantes, como: 

  • Químicos: resíduos de agrotóxicos e metais pesados; 
  • Biológicos: microrganismos;
  • Físicos: partes de pedras, insetos e outros materiais. 

Segurança alimentar 

A segurança alimentar é um direito de todos

No Brasil, o termo começou a ser utilizado na época colonial e, na Europa, durante a I Guerra Mundial (1914 -1918). Nestes períodos, o conceito representava a capacidade dos países produzirem a própria alimentação.

Com o passar dos anos, a expressão, que possui origem do inglês “Food Security”, foi modificada, devido às características sociais, econômicas e culturais de cada nação.

Atualmente, a segurança alimentar é um direito humano e refere-se à garantia ao acesso constante a uma alimentação adequada, que atenda às necessidades nutricionais nos ciclos de vida das pessoas, por meio da implantação de políticas públicas.

É importante que esse acesso não comprometa o alcance de outros recursos essenciais, como moradia e saúde.

Segundo a Escala Brasileira de Medida Domiciliar de Insegurança Alimentar (Ebia), os domicílios são classificados a partir dos níveis de segurança alimentar

A criação de políticas públicas facilita o acesso aos alimentos
  1. Segurança alimentar: os moradores do domicílio têm acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente;
  1. Insegurança alimentar leve: os moradores não priorizam a qualidade para poder manter a quantidade;
  1. Insegurança alimentar moderada: a família não tem acesso à qualidade e à quantidade de alimentos;
  1. Insegurança alimentar grave: o padrão alimentar de todos os membros da família é alterado. Neste grau está presente a fome.

A escala é fundamental para se obter um parâmetro da situação nutricional no Brasil, a fim de ajudar a criar políticas públicas e outras ações estratégicas na solução de problemas relacionados à insegurança alimentar

Os principais fatores da falta de acesso a uma alimentação saudável são:

  • O nível de renda do país;
  • A incidência da pobreza;
  • O grau de desigualdade.

Contudo, o aumento dos preços dos alimentos também dificulta o acesso a uma boa alimentação.

Insegurança alimentar no Brasil 

De acordo com os dados publicados pelo 2° Inquérito sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 (VIGISAN), em 2022, o número de pessoas em insegurança grave quase duplicou em menos de dois anos.  

Isso significa que somente 4 entre 10 famílias brasileiras têm acesso pleno à alimentação. 

A situação dos lares liderados por mulheres é ainda mais preocupante, pois 6, em cada 10 casas, convivem com insegurança alimentar. 

Qual a relação entre os conceitos?

A qualidade dos alimentos inicia no plantio

A segurança alimentar preza para que todos tenham acesso ao alimento, mas não apenas a compra, pois o processo é mais amplo.

Neste sentido, é considerada a trajetória que o alimento percorre até chegar à mesa do consumidor: produção, distribuição, aquisição e utilização

Todas essas etapas possuem impacto no preço final, na qualidade e na quantidade de alimento que chegará na casa dos brasileiros. 

Já a segurança dos alimentos integra um dos pilares para garantir a segurança alimentar, no quesito qualidade, durante o ciclo produtivo, como:  

  • A quantidade de agrotóxicos utilizados no cultivo dos alimentos é segura à saúde humana? 
  • A água usada para higienizar os alimentos pode causar contaminação? 
  • As pessoas possuem informações sobre o armazenamento adequado

Alimente-se Bem 

Em 10 episódios, a série Alimente-se aborda sobre segurança alimentar

Para ajudar o consumidor na etapa final do ciclo do alimento, o programa Alimente-se, em parceria com o Canal Futura, produziu a 3° temporada da série Alimente-se Bem sobre segurança alimentar que está disponível no Globoplay e leia mais:

Como planejar a compra dos alimentos da sua casa

Higienização dos alimentos

Métodos de conservação das partes não convencionais dos alimentos 

Receitas saborosas e econômicas

Dia Mundial do Meio Ambiente: alimentos dos biomas do Brasil, receitas e hábitos sustentáveis

Editoria: Alimentação Saudável

Para conscientizar e levar a reflexão dos governos mundiais e da população sobre a necessidade de implantar ações, a fim de evitar o desmatamento e recuperar os biomas que foram degradados, em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU), instituiu, em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente. Alimentos dos biomas  O Brasil …

Para conscientizar e levar a reflexão dos governos mundiais e da população sobre a necessidade de implantar ações, a fim de evitar o desmatamento e recuperar os biomas que foram degradados, em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU), instituiu, em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Alimentos dos biomas 

O Brasil é formado por seis biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Cada um deles abriga diferentes tipos de fauna e flora.

As inúmeras espécies de animais e plantas existem, pois, um dos fatores, é que o país possui as maiores reservas de água doce do planeta, como a bacia hidrográfica amazônica, formada pelo Rio Amazonas e seus afluentes. 

Em São Paulo, há os biomas da Mata Atlântica e do Cerrado, e muitos alimentos provêm deles.

Pequi ajuda na imunidade e a diminuir os níveis de colesterol ruim

Por exemplo, a Mata Atlântica produz 50% dos alimentos consumidos pelos brasileiros, como: maçã; banana; jabuticaba; pinhão; feijão preto; café conilon; entre outros.

No entanto, neste bioma, há alimentos menos conhecidos, como: cambuci; uvaia; palmito jussara; taioba; grumixama; ora-pro-nobis e beldroega.

Já no Cerrado, é possível encontrar alimentos como: cajuzinho-do-cerrado; pequi; araticum; murici; baru; buriti; babaçu; bacuri; gabiroba; cagaita; mangaba; puçá; araçá; jatobá; chichá e pitomba.

Receitas 

Para utilizar os alimentos típicos desses biomas nas preparações culinárias, o Alimente-se Bem sugere quatro receitas:

Arroz com pequi

Carne oriental com ora-pro-nobis

Salada de pinhão

Manjar de jabuticaba

Mata Atlântica e dicas de preservação ambiental 

Um dos biomas com maior quantidade de seres vivos diferentes do planeta e, ao mesmo tempo, um dos mais ameaçados pela ação humana, com apenas 8% da cobertura original, é a Mata Atlântica.

Fauna e flora dos biomas brasileiros

A situação exploratória ocorre há alguns séculos, desde a extração da madeira Pau Brasil, para a exportação, na época em que o país era colônia de Portugal. 

Atualmente, a região é utilizada para atividades de agricultura e pecuária, que causam impactos na preservação da natureza.

Com o objetivo de criar hábitos mais sustentáveis, para minimizar os problemas ambientais e ajudar na sobrevivência de muitas espécies, o Alimente-se Bem separou algumas dicas

  • Recicle os resíduos por meio do serviço de coleta seletiva;
  • Prefira sacolas retornáveis para reduzir o uso de sacos plásticos;
  • Aproveite a luz natural do dia e economize energia;
  • Consuma verduras, legumes e frutas de pequenos produtores para incentivar a agricultura familiar e as hortas urbanas;
  • Compre somente o necessário e adquira produtos de empresas com responsabilidade socioambiental;
  • Não desperdice alimentos.

Compartilhe este conteúdo e pratique sustentabilidade! 

Dia Internacional do Chá: conheça os tipos, benefícios à saúde e dicas de preparo

Editoria: Alimentação Saudável

O chá é originário da China e, depois da água, é a segunda bebida mais consumida e a mais antiga do mundo. Em 2019, a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) instituiu, em 21 de maio, o Dia Internacional do Chá e, segundo a Euromonitor International, o Brasil está em 88° lugar no ranking …

O chá é originário da China e, depois da água, é a segunda bebida mais consumida e a mais antiga do mundo.

Em 2019, a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) instituiu, em 21 de maio, o Dia Internacional do Chá e, segundo a Euromonitor International, o Brasil está em 88° lugar no ranking de maiores consumidores de chá. 

O hábito de tomar chá, ao menos uma vez ao dia, não se limita apenas ao sabor agradável e a sensação acolhedora que alguns sabores podem produzir, mas também pelas propriedades medicinais que favorecem à saúde

Entretanto, por ser uma característica cultural marcante e que reúne pessoas, o consumo não deve ser feito em excesso, pois podem causar intoxicação no fígado e rins. 

No caso de gestantes, pessoas com doenças cardiovasculares, como hipertensão, problemas de gastrite, úlceras e transtorno de ansiedade, é importante consultar o médico.

Benefícios à saúde 

Os chás promovem diversas vantagens ao organismo

Muitas substâncias presentes nos chás, como por exemplo no chá branco, contêm funções antioxidantes, que preservam o corpo do envelhecimento celular, e o surgimento de câncer.

Já outros chás, como de boldo, hortelã e erva doce possuem funções digestivas; o de erva cidreira é calmante; e os chás escuros, como mate, chá preto e chá verde são estimulantes.

Veja a seguir algumas informações de consumo:

Chá Informações 
Erva MateEstimulante físico e mental, acelera o ritmo cardíaco e favorece a digestão.
CamomilaPossui propriedades calmantes.
Hortelã / MentaAlivia náuseas, enjoos matinais e gases intestinais, e ajuda a digestão.
Erva doceEstimula o apetite, auxilia a digestão e é expectorante.
Erva cidreiraÉ calmante, combate gases intestinais e dores musculares, regula a menstruação e ajuda em caso de cólicas menstruais.
Chá verdeCombate o envelhecimento precoce das células e possui ação anti-inflamatória.
BoldoFacilita a digestão de gorduras, combate dores estomacais e desconforto causado por gases, diarreias e males do fígado.
Casca de laranjaAumenta a imunidade, possui propriedades diurética e anti-inflamatória, é rica em potássio, e previne gripes e resfriados.

Para aproveitar os alimentos de forma integral e preparar um chá com as cascas de laranja e outras cascas de frutas, o Alimente-se Bem indica a receita Chá de frutas

Se gostou do conteúdo e da dica, compartilhe!

Dia da Saúde e da Nutrição: segurança alimentar, consumo consciente e trabalho do nutricionista

Editoria: Alimentação Saudável

Em 31 de março é comemorado o “Dia da Saúde e da Nutrição”. A cada ano, a data ganha mais atenção da população e importância na agenda global. Com isso, aproveitamos o momento para refletir sobre a temática.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a “Saúde é um estado de completo bem-estar …

Em 31 de março é comemorado o “Dia da Saúde e da Nutrição”. A cada ano, a data ganha mais atenção da população e importância na agenda global. Com isso, aproveitamos o momento para refletir sobre a temática

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social.” Esse conceito vai muito além da ausência de doenças e está diretamente relacionado à nutrição.

Uma alimentação saudável é capaz de promover mudanças positivas na saúde e qualidade de vida das pessoas, especialmente quando é integrada a outros hábitos, como a prática de atividades físicas e a boa qualidade do sono.

Entretanto, para realizar essas mudanças, é necessário mais do que informação, as políticas públicas devem atuar no âmbito da segurança alimentar.

Segurança alimentar

Para isso, a OMS e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estabelecem que: 

“A Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base: práticas alimentares promotoras da saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.”

É com base nessas necessidades que, desde 2010, a alimentação foi incluída como direito social na Constituição Federal, com a aprovação da Emenda Constitucional nº 64, de 2010. 

O Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) é descrito como: 

“Um direito humano inerente a todas as pessoas de ter acesso regular, permanente e irrestrito, quer diretamente ou por meio de aquisições financeiras, a alimentos seguros e saudáveis, em quantidade e qualidade adequadas e suficientes, correspondentes às tradições culturais do seu povo e que garantam uma vida livre do medo, digna e plena nas dimensões física e mental, individual e coletiva.”

Esse direito está previsto nos artigos 6º e 227º, da Constituição Federal, e definido pela Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN), bem como no artigo 11 do Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.

Fonte: DHAA_SAN

As políticas públicas de alimentação e nutrição devem garantir a realização dos direitos constitucionais e ser elaboradas conforme os princípios do DHAA, pois a luta contra a fome e desnutrição está presente em vários espaços na agenda global e é discutida ao longo dos anos. 

Em 2014, foi publicado pelo Ministério da Saúde a última edição do Guia Alimentar para a População Brasileira que possui um olhar ampliado sobre a alimentação, e considera os aspectos culturais, sociais, ambientais e econômicos.

A função do nutricionista nas escolhas alimentares  

A atuação dos profissionais de nutrição contribui na cadeia de produção

Atualmente, é perceptível que as mudanças devem ser feitas em diferentes campos, a fim de garantir a promoção da alimentação adequada e saudável, a segurança alimentar e o consumo consciente

Os profissionais de nutrição contribuem ao se envolver nas discussões de políticas públicas sobre Segurança Alimentar e Nutricional, e agrega valor durante as ações educativas em grupo e nas consultas individuais.

Ao orientar um paciente sobre quais alimentos incluir ou evitar na rotina, o profissional gera impactos que vão além do próprio indivíduo.

Na prática, a Promoção da Alimentação Adequada e Saudável influencia a economia local, a partir da distribuição e oferta dos alimentos, devido passar por toda a cadeia produtiva.

Com isso, a alimentação não se refere apenas aos alimentos e nutrientes, mas é também uma questão de sustentabilidade econômica, social e ambiental, pois as escolhas alimentares individuais é um compromisso com a preservação da biodiversidade e das gerações futuras

Alimente-se Bem atua na sustentabilidade e economia ao incentivar o aproveitamento integral

Entretanto, para que essas escolhas sejam realizadas, é preciso mais do que informação e orientação profissional, é fundamental a garantia de acessos físicos e econômicos.

Para isso, o portal Alimente-se Bem disponibiliza diversas receitas nutritivas, práticas e saborosas, a fim de orientar quem quiser contribuir com o meio ambiente, por meio do aproveitamento integral dos alimentos, mas desconhece a utilização. 

O site também traz notícias, e-books, vídeos e podcasts sobre educação alimentar e nutricional, saúde, sustentabilidade e dicas de como evitar o desperdício.

Para alcançarmos ainda mais pessoas, confira, acompanhe e compartilhe nossos conteúdos no Instagram e Facebook do Sesi-SP.

Equipe do programa Alimente-se Bem - Sesi-SP 

Série “Alimente-se Bem” estreia no Canal Futura e Globoplay

Editoria: Alimentação Saudável

Manter uma boa alimentação vai além de um cardápio saudável. É preciso saber o que e onde comprar, como aproveitar, economizar e conservar os alimentos, e quais são os cuidados durante o preparo. Essas são algumas abordagens da terceira temporada, da série “Alimente-se Bem”, que estreia, em 1° de fevereiro, às 21h15. Os dez episódios …

Manter uma boa alimentação vai além de um cardápio saudável. É preciso saber o que e onde comprar, como aproveitar, economizar e conservar os alimentos, e quais são os cuidados durante o preparo. Essas são algumas abordagens da terceira temporada, da série “Alimente-se Bem”, que estreia, em 1° de fevereiro, às 21h15.

Pílulas de até um minuto orientam sobre novos hábitos para uma alimentação saudável 

Os dez episódios serão exibidos em sequência, na forma de maratona, na Faixa Verde do Canal Futura, logo após o programa “Bela Raízes” apresentado por Bela Gil. 

Confira os temas:

  • Conceito de segurança alimentar (Ep. 1)​
  • Do campo à mesa (Ep. 2)​
  • Alimentos e nutrientes (Ep. 3)​
  • Alimentação adequada (Ep. 4)​
  • Feiras (Ep. 5)
  • A cultura alimentar de cada região brasileira (Ep. 6)
  • Cuidados no preparo dos alimentos (Ep. 7)
  • Conservação dos alimentos (Ep. 8)
  • Aproveitamento total dos alimentos (Ep. 9)
  • Hortas caseiras (Ep. 10) 
Episódios abordam higienização, aproveitamento, conservação e organização dos alimentos  

Nesta temporada, os episódios conversam com o público jovem por meio de uma linguagem simples, didática e educativa, e uma estética lúdica e instagramável. São apresentados em formato de animação colorida e divertida.

Ao final de cada episódio, o telespectador é direcionado a acessar o site do programa Alimente- se Bem do Sesi-SP para buscar receitas práticas, saborosas e nutritivas, que podem compor o cardápio diário.

O Canal Futura pode ser visto em: Sky - 434 HD e 34; Net e Claro TV - 534 HD e 34; Vivo - 68HD e 24 fibra ótica; e Oi TV - 35, e a temporada completa também está disponível no Globoplay.

6 dicas para se alimentar de forma segura e adequada no verão

Editoria: Alimentação Saudável

A estação mais quente do ano inicia em 21 de dezembro no Brasil. O verão é um período em que as pessoas buscam por atividades físicas, dietas e alimentos milagrosos para emagrecer ou manter o peso saudável. Entretanto, a boa forma não é o único fator importante durante a saúde no verão. É necessário cuidados …

A estação mais quente do ano inicia em 21 de dezembro no Brasil. O verão é um período em que as pessoas buscam por atividades físicas, dietas e alimentos milagrosos para emagrecer ou manter o peso saudável.

Entretanto, a boa forma não é o único fator importante durante a saúde no verão. É necessário cuidados quanto à segurança dos alimentos, por conta do risco de contaminação.

Para isso, o Alimente-se Bem separou 6 dicas sobre como se alimentar de forma segura no verão:

1 - Observe as condições de higiene dos locais onde for comer, como: atendentes com cabelo preso e roupas limpas, superfícies limpas onde os alimentos são expostos e opte por alimentos cozidos na hora, pois possuem menor chance de contaminação.

2 - Prepare seu lanche para levar à praia ou passeios, a fim de evitar uma intoxicação alimentar. Escolha opções embaladas e que não precisam de refrigeração, como biscoitos, frutas secas e oleaginosas. Para se hidratar, compre sucos prontos, água de coco e picolés de frutas de vendedores locais.

Os lanches preparados em casa ajudam a evitar o consumo de salgados vendidos na praia

3 - Se quiser preparar lanches naturais, evite rechear com embutidos, molhos, patês, maionese, alimentos gordurosos e frituras, pois eles deterioram com maior facilidade. Utilize bolsas térmicas com gelo para manter a temperatura adequada das preparações e consuma em menor tempo possível, pois esses alimentos são mais perecíveis.

4 - Evite os salgados prontos mantidos em estufas na praia, pois mesmo que cozidos não é possível saber quanto tempo estão expostos, bem como o camarão no espeto, pois contém alto risco de contaminação, devido ficar por horas sob o sol.

5 - As garrafas e latinhas são outros produtos que precisam de atenção. Verifique a data de validade, se o lacre está intacto e leve o seu copo para consumir as bebidas.

6 - Em locais públicos, é difícil encontrar uma torneira e sabão para lavar as mãos, por isso leve álcool em gel 70% para higienizá-las antes de comer.

Importante saber!

É importante movimentar a economia do comércio local, mas faça escolhas consciente para evitar as DTA

Nesta época do ano, os destinos mais procurados no país são as cidades litorâneas que contam com diversas comidas de rua bastante consumidas pelos turistas.

Geralmente, esses alimentos são vendidos pelo comércio ambulante que necessitam de cuidados extras e infraestrutura para garantir as condições higiênicas adequadas.

Esses ambientes não são tão controlados, devido à exposição de riscos em todas as fases de preparo dos alimentos.

Com isso, pode ocorrer as doenças transmitidas por alimentos (DTA) que são um problema de saúde pública mundial. 

No caso do Brasil, há pouca priorização dos órgãos sanitários para o segmento de comida de rua, por isso as dicas do Alimente-se Bem te ajudarão a comer de forma segura no verão! 

Nova lei de rotulagem de alimentos: saiba quais são as mudanças para ajudar na hora da compra

Editoria: Alimentação Saudável

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 2017, estuda e conversa com vários setores da sociedade sobre formas de melhorar as informações dos rótulos dos produtos consumidos pelos brasileiros. Com isso, novas regras foram estabelecidas e publicadas na RDC Nº 429, e começaram a vigorar em 9 de outubro de 2022. As principais atualizações …

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 2017, estuda e conversa com vários setores da sociedade sobre formas de melhorar as informações dos rótulos dos produtos consumidos pelos brasileiros.

Com isso, novas regras foram estabelecidas e publicadas na RDC Nº 429, e começaram a vigorar em 9 de outubro de 2022.

As principais atualizações da legislação referem-se à tabela de informações nutricionais e ao selo de rotulagem frontal.

Informação nutricional 

A tabela de informação nutricional já é conhecida pelos brasileiros e, desde 2001, é obrigatória nos rótulos dos alimentos

Entretanto, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), em 2016, com mais de 2,5 mil pessoas, apontou que 40% dos consumidores têm dificuldade de entendê-la. Alguns problemas relatados foram:

  • Letras pequenas;
  • Necessidade de fazer cálculos.

Novas regras

As atualizações envolvem identificar número de porções e tipos de açúcar

As novas exigências feitas pela Anvisa propõem:

  • Informar os valores nutricionais em 100 gramas de alimento

Antes era obrigatório mencionar apenas o valor nutricional da porção e isso dificultava a comparação entre produtos, já que cada um deles mostra uma porção diferente. 

  • Constar o número de porções na embalagem

Essa informação era opcional, agora ajudará o consumidor a ter uma noção melhor da quantidade de nutrientes ingerida.

  • Visual da tabela padronizado

Para evitar a utilização de cores que dificultem a leitura das informações e facilitar a localização, a tabela deve ter o fundo branco e as letras pretas.

Outro ponto, é que ela deve estar próxima da lista de ingredientes e não pode ser posicionada em áreas encobertas ou deformações da embalagem, exceto em produtos cuja área de rotulagem seja menor que 100 cm².

Com essa informação, o consumidor poderá diferenciar a origem dos carboidratos presentes no alimento. 

- Os açúcares totais são os que podem ser digeridos e absorvidos pelo corpo. É o caso dos açúcares contidos no leite e nas frutas.

- Já os açúcares adicionados são aqueles acrescentados durante o processamento dos alimentos, como: açúcar de cana; açúcar de beterraba; açúcares de outras fontes; mel; melaço; melado; rapadura; caldo de cana; extrato de malte; sacarose; glicose; frutose; lactose; dextrose; açúcar invertido; xaropes e maltodextrinas.

1 - Modelo vertical de nova tabela de informações nutricionais

2 - Modelos de rotulagem frontal para alimentos com alto teor de três nutrientes*

*Há também os selos de um e dois nutrientes.

Rotulagem frontal

Esse tipo de selo é usado de forma opcional por vários países

A novidade do selo frontal informa ao consumidor se o produto contém alto teor de açúcar adicionado, gordura saturada e/ou sódio.

Para definir o que é considerado alto teor, a Anvisa estabeleceu quantidades máximas dos nutrientes. Veja na tabela abaixo os pontos de corte para o alto teor de nutrientes.

Alto teorAlimentos sólidos e semissólidosAlimentos líquidos
Açúcar adicionado15 g ou mais por 100 g de alimento7,5 g ou mais por 100 ml de alimento
Gordura saturada6 g ou mais por 100 g de alimento3 g ou mais por 100 ml de alimento
Sódio600 mg ou mais por 100 g de alimento300 mg ou mais por 100 ml de alimento
Fonte: Anvisa

Os alimentos que ultrapassarem esses “pontos de corte'' devem obrigatoriamente exibir o selo com uma lupa acompanhado da expressão “alto em” e da identificação do nutriente excedido, como mostra a figura 2.

Função dos selos

As informações dos selos têm o objetivo de o consumidor identificar facilmente quais alimentos possuem excesso de nutrientes que fazem mal à saúde e ajudar nas escolhas alimentares mais conscientes

Os nutrientes destacados nos selos frontais alertam para doenças como obesidade, hipertensão e dislipidemia, que hoje são consideradas os maiores problemas de saúde pública no mundo. 

Esse tipo de indicação nas embalagens dos rótulos é utilizado há décadas, de maneira opcional, por diversos países. 

Em 2016, o Chile tornou-se o primeiro país a estabelecer a rotulagem frontal obrigatória, seguido pelo Uruguai, em 2018, Peru, em 2019, e, México, em 2020.

Agora, com a versão brasileira, temos um avanço importante na saúde pública para prevenção das doenças crônicas. 

Se esse conteúdo foi útil, compartilhe com a sua rede!

Dia Mundial da Alimentação e dois anos do portal Alimente-se Bem: aprenda os 10 passos do aproveitamento integral dos alimentos

Editoria: Alimentação Saudável

Cerca de 150 países celebram, em 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, e a comemoração é em dobro, pois este mês é aniversário de dois anos do portal Alimente-se Bem, um programa do Sesi-SP.   O trabalho é referência em educação alimentar e nutricional, saúde, economia e sustentabilidade, ao incentivar o hábito do aproveitamento integral …

Cerca de 150 países celebram, em 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação, e a comemoração é em dobro, pois este mês é aniversário de dois anos do portal Alimente-se Bem, um programa do Sesi-SP.  

O trabalho é referência em educação alimentar e nutricional, saúde, economia e sustentabilidade, ao incentivar o hábito do aproveitamento integral de frutas, legumes e verduras no preparo de receitas nutritivas, saborosas e sem desperdícios.  

A prática é uma forma de diminuir o descarte de alimentos, pois o Brasil está entre os 10 países no mundo que mais desperdiçam ao longo de toda a cadeia produtiva: colheita, manuseio, armazenamento, transporte e domicílio.  

Os 10 passos do aproveitamento integral dos alimentos  

Aproveitar o alimento na sua integralidade ajuda a evitar o desperdício

Para ensinar o uso das partes não convencionais, como folhas, talos, ramas, cascas e sementes, o Alimente-se Bem desenvolveu os 10 passos do aproveitamento integral dos alimentos, com dicas simples de consumo consciente que podem ser integradas na rotina.  

1 - Planeje e elabore: Organize o cardápio e escreva a lista de compras a partir dele. Para isso, é importante conhecer o hábito alimentar e as preferências da sua família, e incentivá-los a provar novos pratos

2 - Compre de quem produz: Dê preferência a produtores locais, pois contribui com o trabalho do pequeno agricultor da região, ajuda na redução da emissão de gases ocasionada pelo transporte e é mais fácil para adquirir o alimento na forma integral. 

Comprar direto do produtor contribui com a economia local

3 - Aparência não é tudo: O tamanho, a forma ou a cor, da fruta ou legume, não determinam o valor nutritivo, pois alimentos imperfeitos, ainda são alimentos.   

4 - Tá barato? Não compre em excesso: Conheça o consumo médio de sua família, e mesmo que os preços estejam baixos, não compre em uma quantidade maior do que pode consumir, pois, mesmo pagando pouco, parte do gasto irá para o lixo.   

5 - Comprou? Cuide bem: Armazene as partes não convencionais dos alimentos de forma correta, para possibilitar o uso por um prazo maior e evitar que estraguem.   

6 - Abra-se ao novo: Pesquise e prepare receitas deliciosas e nutritivas com cascas, talos, folhas e sementes.   

7 - Quem congela sempre tem: A dica vale tanto para receitas com aproveitamento integral de alimentos e para algumas partes não convencionais, que também podem ser congeladas. Por isso, na hora de cozinhar a refeição, prepare uma porção a mais e congele para evitar o consumo de fast-food nos dias mais corridos.    

8 - Bons pratos para bons momentos: Comer não se resume apenas a ingerir o alimento. O ato também está relacionado às emoções, à companhia e às memórias afetivas. Portanto, escolha um momento agradável para propor e compartilhar pratos com o uso do aproveitamento integral.   

Comer em família e entre amigos cria lembranças afetivas

9 - Aproveite as sobras: As sobras não são restos. Elas representam o que permanece na panela depois do preparo do alimento. Já os restos são aquilo que ficou no prato após uma refeição. Se as sobras forem armazenadas de forma adequada, elas poderão ser transformadas em pratos diferentes na refeição seguinte.   

10 - Avalie, replaneje e siga: Sempre que preciso, repense as ações. Se vai comprar e encontrou um alimento em promoção, que não fazia parte do cardápio planejado, troque-o por outro do mesmo grupo. Se um preparo com aproveitamento integral não teve uma boa aceitação, não desista, tente outras receitas. Se preparou e sobrou, avalie se a aceitação não foi boa ou se fez uma quantidade muito grande. Siga o caminho do aproveitamento integral para ganhar em saúde e sabor, economizar e colaborar com a redução do desperdício. 

Esses passos podem ser colocados em prática por meio das receitas do programa, como bebidas, acompanhamentos, saladas, opções de pratos para refeições principais, sopas e sobremesas. 

Dia Mundial da Alimentação 

A FAO reúne esforços para combater à fome e à pobreza

A data é comemorada, desde 1981, para abordar questões relacionadas à alimentação no mundo e lembrar da criação da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em 1945. 

O objetivo da FAO é alcançar a segurança alimentar para todos e garantir que as pessoas tenham acesso regular a alimentos de boa qualidade, a fim de terem uma vida ativa e saudável. 

No entanto, de acordo com o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar, publicado em 8 de junho deste ano, durante a pandemia de Covid-19 no Brasil, mais da metade da população (58,7%) enfrenta algum grau de insegurança alimentar.  

Isso significa que 125,2 milhões de brasileiros estão em condições que variam entre a insegurança: 

  • Leve: quando há alguma incerteza quanto ao acesso a alimentos em um futuro próximo e/ou quando a qualidade da alimentação já está comprometida; 
  • Moderada: quando há uma quantidade insuficiente de alimentos;  
  • Grave: privação no consumo de alimentos e fome. 

Nesse sentido, o inquérito também apontou que desde a última pesquisa, realizada no final de 2020, o total de domicílios com moradores que convivem com a fome saltou de 9% para 15,5%, o que totaliza 33,1 milhões de brasileiros.  

Desperdício de alimentos e Agenda 2030 da ONU 

Parte do desperdício de alimentos ocorre em casa

Em paralelo a esse cenário, a pesquisa Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil, da Embrapa e FGV, com base em 2018, mostra que uma família média brasileira descarta quase 130 quilos de comida por ano.   

As perdas ocorrem em várias etapas até chegar à mesa do consumidor. Calcula-se que aproximadamente: 

  • 10% da produção é perdida ainda na colheita;
  • 50% durante o manuseio e o transporte; 
  • 30% nas centrais de abastecimento (Ceasas); 
  • 10% são desperdiçados em supermercados, serviços de alimentação e domicílios. 

Para minimizar essa situação, há alguns compromissos assumidos pelos países, como a Agenda 2030 da ONU, lançada em 2015.

O documento é um plano de ação global que propõe medidas concretas para atingir até 2030 um mundo mais justo, próspero e ambientalmente saudável

Faltam oito anos para o cumprimento da Agenda 2030 da ONU

A agenda possui 17 objetivos gerais, popularmente conhecidos como os ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Uma das metas (12.3) é reduzir pela metade o desperdício alimentar global per capita no varejo e em ambiente doméstico, bem como diminuir as perdas ao longo das cadeias de produção e fornecimento. 

O cumprimento da agenda é de responsabilidade coletiva entre o governo, setor empresarial e sociedade civil para contribuir com a sustentabilidade e com os oito anos que ainda faltam para atingir a meta da ONU

Equipe do programa Alimente-se Bem - Sesi-SP