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Pescados. Conheça os benefícios, os cuidados e aprenda novas receitas

Ricos em nutrientes fundamentais para o organismo, os pescados podem ser preparados de variadas formas e ter diversos sabores. Os peixes são os pescados mais consumidos pelos brasileiros. No entanto, esse grupo ainda inclui crustáceos (como camarões, caranguejos e siris) e moluscos (como polvos, lulas, ostras e mariscos).

Apesar do nosso país possuir uma imensa costa marítima e inúmeros rios de grande porte, na maior parte das regiões, a oferta de pescados é muito pequena e os preços são relativamente altos em relação às carnes vermelhas e de aves. Isso ajuda a explicar a baixa frequência de consumo de peixes, crustáceos e moluscos por aqui. Além disso, a dieta ocidental tem como base as carnes vermelhas, que são ricas em gordura saturada e causam doenças cardiovasculares.

A composição do pescado e seu valor nutritivo variam em vários fatores, como: espécie, idade, meio em que vive, tipo de alimentação, época de captura e peso. Em geral, a composição do pescado varia em proteína de 8 a 23%; em gordura, de 0,5 a 25%; e em carboidratos, em menos de 1%.

Os peixes são ricos em proteína de alta qualidade e em muitas vitaminas e minerais. Pela alta proporção de gorduras insaturadas, consideradas saudáveis, os peixes também podem substituir as carnes vermelhas de forma excelente.

Em qualidade nutricional, destacam-se peixes e crustáceos de águas muito frias dos oceanos Pacífico e Ártico, pois são as principais fontes dos ácidos eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA), assim como de gorduras conhecidas como ômega 3, que são responsáveis por prevenir as doenças cardiovasculares.

Apesar de ser um alimento muito saudável, o peixe é muito sensível e, por isto, alguns cuidados devem ser tomados:

  • Ao realizar a compra, observe a higiene do local e dos manipuladores, que devem usar jalecos e touca;
  • Programe-se para comprar o peixe e ir para casa. Pouco tempo fora da refrigeração já é o suficiente para que ele se deteriore;
  • No mercado, na peixaria ou na feira, os peixes devem estar em uma espessa camada de gelo;
  • O peixe deve ser descongelado em refrigeração, nunca em temperatura ambiente.
  • No caso do bacalhau, deve ser dessalgado também em refrigeração;
  • Na hora da compra, o peixe não deve ter coloração rosada e nem pontos pretos.
  • Os olhos devem estar brilhantes, sem pontos esbranquiçados e com preenchimento da órbita por completo (não devem estar murchos/secos);
  • Se possível, levante as guelras – as brânquias devem ter cor avermelhada.
  • As escamas devem estar firmes, resistentes e brilhantes;
  • O peixe tem cheiro de peixe ou de mar, mas o cheiro deve ser suave;
  • Preparou peixe e sobrou? Guarde imediatamente em refrigeração e, no momento de aquecer, a temperatura deve atingir no mínimo 70 graus.

Em cada canto do Brasil, os peixes ganham sabores e formas diferentes. Eles podem ser assados, grelhados, ensopados ou cozidos. Podem, ainda, ser usados como ingredientes de pirão e saladas e até servir como recheio de tortas. Em alguns lugares, ele é preparado com legumes como pimentão, tomate e cebola, e em outros é possível saboreá-lo com frutas, como banana e açaí.

Se a ideia é economizar, existem peixes que poderão substituir o bacalhau e que são também muito saborosos. Que tal preparar uma moqueca? Esse prato brasileiro aceita muito bem peixes como namorado ou pescada. Se quiser assar, aposte na tainha e na tilápia, e, para outros pratos, você pode experimentar o linguado, a tainha, o cação e especialmente a sardinha, que é um peixe com baixo custo e alto teor nutritivo!

Confira essas receitas econômicas com peixe que separamos para você saborear:

31/03/2021 17:41

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