Café, chá e guaraná

Editoria: Alimentação Saudável

Conheça os efeitos dessas bebidas estimulantes O café é um velho conhecido dos brasileiros. Ele é estimulante e pode ser consumido de diferentes maneiras. Por isso, ao longo dos anos, o seu efeito tem despertado o interesse de pesquisadores, que buscam descobrir se ele pode prejudicar o organismo. No entanto, ainda não existem evidências de …

Conheça os efeitos dessas bebidas estimulantes

O café é um velho conhecido dos brasileiros. Ele é estimulante e pode ser consumido de diferentes maneiras. Por isso, ao longo dos anos, o seu efeito tem despertado o interesse de pesquisadores, que buscam descobrir se ele pode prejudicar o organismo. No entanto, ainda não existem evidências de que o consumo em quantidades moderadas seja nocivo à saúde.

Outro estimulante muito apreciado pelos brasileiros é o chá das folhas da Camellia Sinensis. As três bebidas popularmente conhecidas como chá verde, chá preto ou chá-mate foram criadas a partir da mesma folha, mas apresentam características diferentes.

Tanto o café como os chás estão constantemente presentes nas mesas dos brasileiros. Portanto, é fundamental compreender suas vantagens para o corpo humano. Vamos conhecê-las mais a fundo?

  • Café

Produtora do grão de café, o gênero Coffea inclui 40 espécies de plantas, mas apenas três são comercializadas: Coffea arabica, Coffea robusta e Coffea liberica. Acredita-se que a Coffea arabica, a mais conhecida, seja nativa da Etiópia, de onde partiu para a Arábia e, depois, para outros lugares do ao redor do mundo. No século XVII, a Arábia era o único país que produzia café para exportação.

O grão pode ser vendido em diferentes formatos, entre eles torrado, moído, descafeinado ou solúvel. O tipo e o modo de torrefação ajudam a compor o sabor e as propriedades gerais da bebida, cuja característica dependerá da qualidade dos grãos, ou seja, do seu armazenamento e do tempo e da temperatura da sua torrefação, assim como do tipo de água utilizado e do método de preparo.

No Brasil, a qualidade do café é fiscalizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), por meio do emprego de uma metodologia de análise sensorial. A instituição emite um selo que certifica o produto final e o classifica em quatro categorias: Extraforte, Tradicional, Superior e Gourmet.

Como citamos aqui, não existem evidências de que quantidades moderadas de café prejudicam o corpo humano. No entanto, um consumo superior a 400 mg por dia pode levar ao chamado “cafeinismo”, provocando ansiedade, inquietação, irritabilidade, tremores, perda de apetite, tensão muscular e até palpitações no coração. Recomenda-se que a primeira xícara seja tomada na primeira hora após acordar e que as demais respeitem intervalos mínimos de duas horas entre elas. Além disso, não é indicado consumir a bebida à noite, uma vez que ela afasta o sono.

Um estudo com 521.330 adultos de 10 países europeus durante 16 anos, mostrou que ingerir pelo menos três xícaras de café por dia pode levar a uma diminuição de 7-12% no risco de mortalidade (Gunter et al., Ann Intern Med, 2017). Resultados semelhantes foram divulgados por outra pesquisa, realizada com uma população de 185.000 participantes.

Além de cafeína, o café é composto por ácido cítrico, ácido clorogênico e fenóis. Vamos entender melhor o que essas substâncias podem provocar no nosso corpo.

Cafeína

Para muitos, é a razão para levantar de manhã. Muito estável mesmo sob calor intenso, a cafeína sobrevive à torrefação e é facilmente solubilizada em água quente.

Uma xícara de café tem, aproximadamente, as seguintes quantidades de cafeína:

Expresso100 mg
Coado80 mg
Instantâneo65 a 100 mg
Coado descafeinado3 a 4 mg
Instantâneo descafeinado2 a 3 mg

Ácido cítrico

Típico das frutas como o limão e a laranja, o ácido cítrico é um dos 30 ácidos orgânicos presentes no café. Metade deles é destruída na torrefação, e o que sobra é responsável pela acidez do café.

Ácido clorogênico

No nosso organismo, atua na metabolização da glicose, reduzindo a sensação de desejo por alimentos açucarados (por isso pode ser de grande valia para pessoas com diabetes).

Fenóis

Formados a partir da decomposição do ácido clorogênico e outros compostos, os fenóis conferem o amargor do café torrado escuro.

  • Chás Estimulantes

Provenientes da mesma planta, aCamellia sinensis, os diferentes chás estimulantes têm apresentações que dependem do nível de fermentação e oxidação de suas folhas. Ochá verde, por exemplo, não sofre fermentação durante o seu processamento e, por isso, mantém a cor original da planta. Já o chá oolong, muito produzido e consumido na China, é parcialmente fermentado, apresentando coloração mais escura. O chá preto, por sua vez, é, de todos, o que passa pelo maior processo de fermentação, o que leva a sua coloração escurecida e ao seu sabor diferenciado.

Agora vamos entender a composição de cada um:

Chá verde

A composição dos chás depende de uma variedade de fatores, como clima, estação ou tipo da planta de origem. Feito com folhas frescas, ele possui menor concentração de cafeína, mas elevada quantidade de substâncias antioxidantes, predominantemente as catequinas.

Algumas evidências sugerem que ele reduz o apetite e aumenta o catabolismo de gorduras. As doses da bebida que proporcionam esses efeitos variam, mas acabam girando em torno de três copos (240 a 320 mg de polifenóis)por dia. A Academia de Nutrição e Dietética Americana (American Dietetic Association) sugere a ingestão de quatro a seis xícaras de chá-verde por dia. 

Estudos alertam que o consumo exagerado de chá verde pode causar palpitações, dores de cabeça e vertigem. Ao longo do tempo, esse consumo pode levar a problemas no fígado, gastrointestinais (constipação), diminuição do apetite, insônia, hiperatividade, nervosismo, hipertensão, aumento dos batimentos cardíacos e irritação no estômago.

Alguns cuidados no preparo do chá verde também são fundamentais. Deve-se esquentar a água até pouco antes de ela entrar em ebulição e despejá-la nas folhas bem devagar, o que ajuda na redução do processo oxidativo. A infusão deverá ficar abafada por um período de 2 a 3 minutos, sendo seu armazenamento prolongado não recomendado, pois há a perda dos compostos antioxidantes. A proporção de água e ervas deve ser a seguinte: para cada litro de água, quatro colheres de sopa de erva fresca ou duas colheres de erva seca. 

Chá preto

Feito com folhas mais envelhecidas, submetidas a um processo de oxidação maior, o chá preto tem mais cafeína. Ele apresenta um sabor mais forte e acentuado, devido à fermentação. Seu aroma é atribuído à presença de compostos voláteis, formados durante a fermentação e a secagem.

Cada vez mais pesquisas têm demonstrado o impacto positivo do chá preto sobre o tratamento da diabetes e suas complicações, pois seu extrato leva a um aumento no metabolismo do colesterol. Além disso, suas atividades protetoras da oxidação das gorduras têm sido associadas à prevenção de doenças cardiovasculares.

Enquanto o chá verde é mais promissor no combate aos radicais livres, graças à sua maior concentração de antioxidantes, o chá preto tem melhor desempenho no que diz respeito à estimulação da atividade cerebral e ao desenvolvimento de concentração, graças ao seu maior teor de cafeína.

Chá-mate

Derivado da infusão das folhas dos vegetais da espécie Ilex paraguaiensis, o chá-mate é muito utilizado no preparo do chimarrão e do tererê. A folha torrada, por sua vez, é usada para o chá comum.

Há muito tempo, a erva-mate tem mostrado ótimo valor terapêutico. Por esse motivo, ela é indicada como anti-inflamatório, antirreumático, tônico, diurético e, principalmente, estimulante. A maior parte dos seus efeitos benéficos são atribuídos aos compostos fenólicos nela presentes, que são antioxidantes. A quantidade dessa substância, contudo, pode variar devido a inúmeros fatores, como técnicas agrícolas, processamento, local, época de colheita e meio de preparo.

O uso da planta não é indicado para pessoas que possuem ansiedade, taquicardia, hipertensão, gastrites e úlceras gastrintestinais. Além disso, acredita-se haver uma relação entre o consumo de chimarrão e a alta incidência de câncer de esôfago em populações que tradicionalmente consomem essa bebida. No entanto, estudos afirmam que o consumo acima de 1 litro ao dia é responsável pela doença em decorrência da alta temperatura da bebida, e não de algum componente específico da erva.

  • Guaraná

A cafeína está presente na natureza em mais de 63 espécies de plantas, entre elas, o guaranazeiro, que apresenta os maiores teores da substância, principalmente nas suas sementes. O Brasil é praticamente o único país a produzir guaraná em escala comercial, sendo os principais estados produtores a Bahia, o Amazonas, o Mato Grosso, o Acre e o Pará.

Comumente comercializado na forma de pó, o produto consiste na semente triturada, moída ou pilada após a secagem. A quantidade de cafeína do guaraná em pó pode variar de acordo com a região de plantio, o método de cultivo, contaminantes químicos e métodos de secagem.

Por seu alto potencial medicinal, que inclui propriedades estimulantes, afrodisíacas e cicatrizantes, aproximadamente 70% da sua produção é destinada à indústria de refrigerantes e bebidas energéticas. O restante é comercializado principalmente em drogarias, em forma de pó, cápsulas e comprimidos, e às vezes misturado a outros ingredientes.

A concentração média de cafeína do guaraná representa cerca de 3 a 6% do seu peso, podendo a quantidade dessa substância presente no pó do fruto ser até quatro vezes maior do que a encontrada no pó do café. Por isso, o consumo excessivo de pó de guaraná pode trazer efeitos colaterais ligados ao excesso de cafeína, como ansiedade, inquietação, alterações de humor, tremores, perda de apetite, tensão muscular e palpitações cardíacas.

Agora que você conheceu os inúmeros efeitos que o café, o guaraná e os chás estimulantes podem trazer para a sua vida, confira duas receitas para aproveitar com moderação o sabor e as vantagens dessas bebidas deliciosas.

Receitas

Café com leite cremoso

Creme de abacate

Saiba quais alimentos consumir durante toda a estação com mais qualidade e preços mais baixos

Editoria: Alimentação Saudável

No outono a temperatura começa a cair, os dias passam a ficar mais curtos e as folhas das árvores começam a amarelar. Junto com essa estação, vem a necessidade de uma alimentação que aqueça e alimente, trazendo os nutrientes necessários para o corpo e, ao mesmo tempo, sensação de conforto. Essa estação, vai de 21 …

No outono a temperatura começa a cair, os dias passam a ficar mais curtos e as folhas das árvores começam a amarelar. Junto com essa estação, vem a necessidade de uma alimentação que aqueça e alimente, trazendo os nutrientes necessários para o corpo e, ao mesmo tempo, sensação de conforto.

Essa estação, vai de 21 de março a 20 de junho, e tem temperaturas amenas, que variam de acordo com a região do país. Com o ar agora mais seco e com a mudança de temperatura, ficamos mais suscetíveis a gripes e resfriados e, é por isso que buscamos uma alimentação restauradora.

Outra característica da época é a diminuição dos preços dos alimentos, que chegam a custar menos do que no verão, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Um exemplo de alimentos que se destaca nessa estação é o abacate.Ele érico em vitaminas A, B e, em concentrações menores, vitaminas D e E. Ele ajuda a regular a atividade muscular devido a sua alta concentração de potássio. Por conter fitosterol, um composto funcional dos alimentos, acredita-se que possa ajudar no controle dos níveis de colesterol no sangue e melhora da imunidade. Estudos mostram que por conta da presença de antioxidantes na fruta, ela é capaz de combater o envelhecimento precoce e, sendo rica em gorduras promove uma hidratação na pele e cabelos.

No grupo dos legumes, a abóbora japonesa, também conhecida como cabotiã ou kabocha, veio da mistura da moranga e da abóbora moschata. Sua colheita acontece durante toda a estação, porém a época de plantio depende da região onde a abóbora é cultivada e das condições climáticas locais.O alimento, que tem como sua origem o Japão, é extremamente nutritivo, pouco calórico (apenas 38,6 calorias por 100 gramas) e tem em sua composição vitamina A e carotenóides, que é capaz de atuar na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, catarata, sensibilidade da pele à luz solar e do sistema imunológico. Contém também vitaminas do complexo B, cálcio, ferro e fósforo. Ela pode ser usada em pratos doces, mas também é muito valorizada em pratos salgados por apresentar superior qualidade em sua textura, cor, sabor e rápido cozimento.

Quer economizar nos alimentos da nova estação? Para auxiliar, criamos uma tabela com frutas, legumes, verduras e pescados exclusiva da safra do outono! Clique aqui e confira!

22 de abril: Descobrimento do Brasil

Editoria: Alimentação Saudável

A influência portuguesa na nossa culinária O Brasil é um país que esbanja diversidade em cada canto. Nossa cultura, rica, foi construída a partir de várias influências vindas da Europa e da África. A mistura de grupos étnicos mostra-se na música, nos costumes, no jeito de falar e, especialmente, na alimentação. Não se pode negar …

A influência portuguesa na nossa culinária

O Brasil é um país que esbanja diversidade em cada canto. Nossa cultura, rica, foi construída a partir de várias influências vindas da Europa e da África. A mistura de grupos étnicos mostra-se na música, nos costumes, no jeito de falar e, especialmente, na alimentação.

Não se pode negar que a cultura dos colonizadores portugueses é uma das mais fortes e influenciou as tradições, simbolismos e culinária. Muitos pratos, que hoje são considerados brasileiros, não se mostram nada mais do que adaptações da culinária portuguesa que se instaurou durante o Brasil Colônia. Entre eles, destacam-se o quindim, o caldo verde e, principalmente, a bacalhoada.

A feijoada brasileira é outro prato que revela a miscigenação e a adaptação dos cozidos portugueses para a realidade do país tropical. Já a cachaça, foi criada nos engenhos como substituto para as bebidas europeias. Do mesmo modo, várias frutas, legumes e verduras naturais de Portugal foram trazidas para serem plantadas em terras brasileiras e, com isso, passaram a ser introduzidas nas comidas daqui.

A vinda dos portugueses também provocou um dos mais amplos processos de troca de plantas entre a Europa, o Brasil e as outras possessões na África e na Ásia. Os colonos e os navegadores portugueses trouxeram, além da cana-de-açúcar e da videira, outras fruteiras, como o limoeiro, laranjeiras, cidreiras, figueiras e romãzeiras. Importaram, também, hortaliças como alfaces, couves, repolhos, nabos, cenouras, pepinos, espinafres, cebolas, alhos, mostardas, tomates, gengibres e inhames.

Os padres da Companhia de Jesus, que vieram a partir de 1549, possivelmente também foram ativos na introdução de algumas outras espécies, como a canela. No entanto, alguns alimentos introduzidos pelos portugueses não apenas serviram para diversificar a alimentação dos colonizadores, mas foram melhorados geneticamente por causa da melhor adaptação das plantas ao clima do nosso país.

Os portugueses deixaram inúmeras heranças para nós. Hoje, a maioria dos brasileiros tem alguma ancestralidade portuguesa, em cada canto existe uma referência à época de colônia e vemos isso espelhado na deliciosa culinária brasileira.

Dia Mundial do Café

Editoria: Alimentação Saudável

8 benefícios da segunda bebida mais consumida do mundo Consumido por 9 entre 10 brasileiros, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), a bebida mais amada do Brasil acompanha o dia a dia das pessoas pela manhã, depois do almoço, no fim de tarde ou à noite. Pode ser carioca, pingado, cappuccino, americano …

8 benefícios da segunda bebida mais consumida do mundo

Consumido por 9 entre 10 brasileiros, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), a bebida mais amada do Brasil acompanha o dia a dia das pessoas pela manhã, depois do almoço, no fim de tarde ou à noite. Pode ser carioca, pingado, cappuccino, americano ou expresso, não importa. A verdade é que um cafezinho aumenta a energia e aquece o coração.

Atualmente, o Brasil é considerado o maior produtor e exportador de café do mundo, seguido do Vietnã e da Colômbia. Quando se trata da bebida, as propriedades contidas no grão são excelentes para propiciar um estilo de vida mais saudável. Vamos entender um pouco mais sobre a composição química do grão!

Durante o processo de torrefação do café ocorrem diversas reações químicas, através das quais se degradam e formam inúmeros compostos. Estima-se que o grão de café torrado possua mais de dois mil agrupamentos químicos e, por isso, os efeitos do seu consumo irão depender da qualidade e quantidade dos compostos ingeridos.

Além da influência da espécie de café, o tipo de processamento a que os grãos verdes são sujeitos (via seca, úmida ou mista, descafeinização), o grau de torra e de moagem, assim como o método de preparação da bebida (filtro, expresso, cafeteira, fervido, etc) e o respectivo volume, irão igualmente contribuir para a variação da composição química da bebida final.

Benefícios do café para a saúde:

1.         Possui efeito estimulante

Os efeitos mais notáveis ocorrem após a ingestão de doses baixas a moderadas (50-300 mg) de cafeína, verificando-se uma melhoria na performance cognitiva e psicomotora, ou seja, no estado de alerta, energia, capacidade de concentração, desempenho em tarefas simples, vigilância auditiva, tempo de retenção visual e diminuição da sonolência e do cansaço.

2.         Diminui a dor de cabeça

A cafeína parece ter um papel ativo no alívio da dor de cabeça causada por tensão, sendo o efeito dependente da dose ingerida. A cafeína é um composto adicionado à fórmula de várias preparações medicamentosas, frequentemente utilizadas no combate às dores de cabeça. 

3.         Pode contribuir na diminuição das doenças neurodegenerativas

Alguns estudos recentes apontam para um papel neuroprotetor da cafeína em relação ao desenvolvimento de Alzheimer e Parkinson. Contudo, o mecanismo dessa proteção não se encontra totalmente esclarecido.

4.         Ajuda nos sintomas de depressão

Sabe-se que doses moderadas de cafeína interferem positivamente no humor, na disposição, e na performance cognitiva devido ao seu efeito psicoestimulante. É possível que outros componentes presentes no café tenham também alguma responsabilidade por esse efeito, uma vez que inibem a enzima que metaboliza a serotonina e a noradrenalina, dois neurotransmissores associados ao bem-estar e boa disposição. Além disso, o consumo de café está intimamente associado a hábitos sociais de convívio que, por si só, aumentam o bem-estar pessoal.

5.         Diminui o risco de desenvolvimento de diabetes Tipo II

Diversos estudos têm sido realizados em todo o mundo com o intuito de verificar a associação entre o consumo de café e o risco de desenvolvimento de diabetes tipo II.

6.         Ajuda no emagrecimento

Vários estudos em humanos sugerem que o consumo de café induz a perda de peso por aumento da termogênese e aumento da lipólise, uma vez que se verifica um aumento do gasto energético após a ingestão de cafeína ou café.  A cafeína parece ser o composto químico responsável por esses efeitos, uma vez que isso não foi verificado após a ingestão do tipo descafeinado.

7.         Diminui o risco de desenvolvimento da asma

De acordo com estudos epidemiológicos desenvolvidos nessa área, a probabilidade dos consumidores moderados de café desenvolverem os sintomas usuais de asma é, em média, 30% menor do que os não consumidores, sendo que o efeito benéfico significativamente depende da dose ingerida. Além do seu efeito de dilatar os brônquios, a cafeína também reduz a fadiga dos músculos respiratórios.

8.         Cafeína e desempenho físico

A suplementação de cafeína tem demonstrado melhorar vários aspectos do desempenho físico em muitos estudos. Seu uso pode promover benefícios pequenos a moderados sobre a resistência de força, velocidade de movimento e força muscular, desempenho de sprints, saltos e arremessos, assim como sobre uma ampla faixa de ações “aeróbicas” e “anaeróbicas” específicas de alguns esportes. É importante ressaltar que a suplementação deve sempre ser indicada por um médico ou nutricionista.

Depois de conhecer tantos benefícios de uma das bebidas mais amadas do Brasil, deu vontade de um cafezinho aí? Então, dá uma olhada nesta receita refrescante com café que separamos para você:

GELADO DE CAFÉ

Delícias criativas: 4 receitas para fazer com chocolate

Editoria: Alimentação Saudável

A data mais gostosa do ano está chegando e a gente fica como? Decidindo qual tipo de chocolate combina mais com o nosso estilo de vida e o tamanho do nosso desejo por doce!  Preparado a partir da fermentação e torrefação das sementes de cacau, o chocolate pode ser encontrado nos supermercados, acrescido de diversos …

A data mais gostosa do ano está chegando e a gente fica como? Decidindo qual tipo de chocolate combina mais com o nosso estilo de vida e o tamanho do nosso desejo por doce! 

Preparado a partir da fermentação e torrefação das sementes de cacau, o chocolate pode ser encontrado nos supermercados, acrescido de diversos ingredientes e em diferentes proporções, apresentando diferenças importantes na comparação dos valores nutricionais, como as versões sem adição de açúcar, lactose e glúten. 

Para facilitar, quanto maior a concentração da fruta, menor será a quantidade de gordura. No chocolate amargo, por exemplo, a proporção de massa de cacau varia de 35 a 85%. Na versão ao leite, corresponde a cerca de 30%. Já a versão branca utiliza a manteiga de cacau, que é a parte da gordura extraída do fruto. 

É importante saber diferenciar as versões de chocolate em pó: cacau em pó é 100% cacau, sem misturas. O chocolate em pó tem aproximadamente 50% e o achocolatado tem de 10 a 30% de concentração da fruta, dependendo da marca. 

O cacau é rico em magnésio, fibras, polifenóis, flavonoides, ferro e antioxidantes. De todos os nutrientes, a função mais importante é a de proteger nossas células contra danos causados pelo envelhecimento, especialmente as células do coração. Alguns estudos, que dependem de um aprofundamento maior, demonstram que o consumo de chocolate parece estar associado também a um menor declínio cognitivo. 

Diante de tanta qualidade desse alimento dos deuses, preparamos algumas receitas criativas e econômicas para você consumir em casa durante a Páscoa.

Receitas de Páscoa

Outono: como aproveitar a estação das frutas para se alimentar melhor e variar o cardápio durante a pandemia

Editoria: Alimentação Saudável

O finalzinho de março é marcado por dias com menos luz do sol e a queda de folhas e frutos. Na agricultura, iniciam-se as colheitas para que as plantas sigam seu curso natural. Sim, estamos falando da chegada do outono, período que vai de 20 de março a 21 de junho no Brasil, e agrada …

O finalzinho de março é marcado por dias com menos luz do sol e a queda de folhas e frutos. Na agricultura, iniciam-se as colheitas para que as plantas sigam seu curso natural. Sim, estamos falando da chegada do outono, período que vai de 20 de março a 21 de junho no Brasil, e agrada principalmente quem não curte o calorzão do verão e o frio do inverno.
Conhecido como a estação das frutas, o outono é a época ideal para incluir na alimentação vitaminas e minerais essenciais para o fortalecimento do organismo, já que frutas como abacate, kiwi, tangerina, laranja, maçã, limão, uva e banana tendem a ficar muito mais baratas para o consumidor.
Com a pandemia da Covid-19, crianças e trabalho em casa passaram a fazer parte da rotina do brasileiro. Além do número de refeições ter aumentado consideravelmente, a criatividade para preparar vários cardápios diários sem afetar o orçamento das famílias se tornou uma tarefa difícil. Por isso, aproveite essa época do ano para inserir no almoço e jantar legumes da safra para incrementar as refeições, já que alimentos como carne e arroz têm pesado no bolso. Alguns deles: abóbora, abobrinha, batata-doce, berinjela, beterraba, cará, cenoura, chuchu, inhame, mandioca, mandioquinha, nabo e rabanete.

Aproveite o outono para melhorar a sua alimentação:
● Alimentos ricos em vitamina C para o fortalecimento do sistema imunológico: goiaba, mamão, laranja, kiwi, tangerina, espinafre e repolho roxo.
● Alimentos quentes para os dias frios (comfort foods): sopas, caldos, saladas assadas;
● Por ser uma estação seca, é muito importante se hidratar: água, água aromatizada (é uma boa opção, mas cuidado com a quantidade de açúcar), chás e sucos.
● Nessa época, o consumo de bebidas quentes também aumenta, mas é importante controlar o consumo daquelas que levam doses alcoólicas, pois o excesso é prejudicial à saúde.

Destacamos alguns alimentos para você explorar novas receitas durante o outono:

● Goiaba

Da família Myrtaceae, o fruto da goiabeira é do tipo baga e possui formato circular, de casca fina, lisa e verde, que se torna amarelo quando bem amadurecido. É originário da América Tropical e pode ser encontrado em qualquer região do Brasil por causa da dispersão de suas sementes feita por pássaros e outros animais.

Conhecida como a companheira do queijo, a Julieta, é uma das frutas tropicais mais populares e de maior aceitação no país, porém seu consumo in natura ainda é pequeno, não indo além de 362 gramas por pessoa ao ano, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2018.

Sua polpa é delicada, doce e perfumada, e pode ser vermelha ou branca, com sementes pequenas e duras. Rica em vitamina C (em concentrações maiores do que a da laranja e do limão, por exemplo), superada apenas pela acerola, vitaminas do complexo B e licopeno, a goiaba pode ser consumida in natura, em forma de doces (sucos, geleias e milk-shake) e em molhos para saladas.

● Jiló

Da família Solanaceae, a mesma família do tomate, da batata, pimenta e pimentão, o fruto do jiloeiro, provavelmente originário da África, pode ser encontrado em várias localidades do Brasil, principalmente na região Sudeste, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A fruta possui diversas variedades, mas as mais encontradas são em formato comprido e de coloração verde-clara, e os de formato esférico e de cor verde-escura. Ela é colhida ainda verde e possui sabor amargo, sendo consumida preferencialmente cozido, na forma de refogados, saladas frias, farofas, recheios de tortas, gratinados, em canapés ou até como sobremesa (acompanhado de creme de chocolate, por exemplo).

O jiló é rico em vitaminas A e do complexo B, sendo um aliado do coração por possuir tiamina (vitamina B1), que ajuda no bom funcionamento do órgão. A fruta também tem alta quantidade de magnésio, cálcio e fósforo.

Confira a sugestão de cardápio para a estação

Café da manhã
Pão de queijo romeu e julieta acompanhado de café

Almoço
Bolo de carne com frutas
Arroz com catalônia e abóbora
Jiló recheado
Suco de caqui com talos
Doce de casca de marmelo

Lanche
Pão econômico com geleia de cascas de frutas
Vitamina de chuchu com laranja

Jantar:
Rolê de carne com cascas acompanhado de arroz e feijão
Salada assada de radicchio
● Fruta (mamão formosa ou pera Williams)

Dia Mundial das Leguminosas

Editoria: Alimentação Saudável

Neste 10 de fevereiro, celebramos o terceiro Dia Mundial das Leguminosas, desde que a data foi implementada pela Organização das Nações Unidas, em 2018. O dia foi designado pela Assembleia Geral para reafirmar a contribuição das leguminosas à agricultura sustentável e o alcance da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável. Características das leguminosas As leguminosas são …

Neste 10 de fevereiro, celebramos o terceiro Dia Mundial das Leguminosas, desde que a data foi implementada pela Organização das Nações Unidas, em 2018. O dia foi designado pela Assembleia Geral para reafirmar a contribuição das leguminosas à agricultura sustentável e o alcance da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Características das leguminosas

As leguminosas são os grãos que se desenvolvem em vagens. Como exemplos, temos todos os tipos de feijões, o grão-de-bico, a soja, a lentilha e a ervilha. A alternância entre diferentes tipos de feijão e de outros legumes na alimentação diária amplia a nutrição e ainda traz novos sabores e diversidade para a alimentação.

A mistura de feijão com arroz é a mais popular no país, mas são várias as preparações apreciadas pelos brasileiros, como tutu à mineira, feijão-tropeiro, feijoada, sopa de feijão, acarajé, entre muitas outras. Feijão-branco, feijão-fradinho, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico cozidos são consumidos também em saladas.

No entanto, os feijões contêm compostos chamados fatores antinutricionais que podem ter efeitos negativos sobre seu valor nutritivo, como inibidores de tripsina, fitatos, polifenóis e oligossacarídeos não digeríveis. Para você entender melhor, essas substâncias não deixam que alguns minerais sejam absorvidos pelo nosso corpo – os fitatos e polifenóis reduzem a absorção de zinco, magnésio e ferro. Já os oligossacarídeos não digeríveis, um tipo de fibra presente na casca das leguminosas, podem causar flatulências, e o remolho reduz esses desconfortos gástricos.

Alguns dos compostos das leguminosas são termolábeis, ou seja, desaparecem após o cozimento adequado. Outros, embora termoestáveis, que são resistentes a altas temperaturas, podem ter suas concentrações reduzidas por dissolução na água, o que ocorre durante o remolho.

Modo de preparo

O preparo de feijões e de outras leguminosas pode ser demorado, por causa do período prolongado de cozimento. No entanto, existem estratégias que podem abreviar esse tempo, como o remolho, que consiste em lavar os grãos e deixá-los de molho por algumas horas antes do cozimento. Mas não esqueça de descartar a água em que o feijão ficou de molho e usar outra para cozinhá-lo.

  • O Remolho serve para melhorar tanto o valor nutricional do grão, por causa dos fatores antinutricionais, quanto a maciez, na hora de comer, para realizá-lo:
  1. Coloque a leguminosa em uma peneira e lave sob água corrente. Transfira os grãos para uma tigela e cubra com água.
  2. Cubra a tigela com um prato e deixe descansar por 8 a 12 horas na geladeira. A água deve ser trocada pelo menos uma vez.
  3. Descarte a água, enxague bem e leve para cozinhar.

Outra boa alternativa é cozinhá-lo em panela de pressão. Além disso, feijões cozidos em maior quantidade em um único dia podem ser armazenados no congelador para uso em preparações feitas ao longo da semana, deixando para temperar durante o preparo final após o descongelamento.

Diferentes tipos de feijão

Preto, branco, mulatinho, carioca, fradinho, fava e feijão-de-corda.

Alternativas ao feijão

Ervilha, lentilha, grão-de-bico e soja.

Para comemorar o Dia Mundial das Leguminosas, que tal um prato delicioso para saborear em família? Confira essas receitas que separamos para você aproveitar e variar o feijão tradicional.

SOJA

LENTILHA

ERVILHA

FEIJÃO

Compulsão alimentar: o que é e como identificá-la

Editoria: Alimentação Saudável

O Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O isolamento social em decorrência da Covid-19 fez com que essa realidade se tornasse mais evidente. O ganho de peso, por exemplo, foi uma das reclamações de muitos brasileiros neste período de confinamento. Esse aumento no peso pode ter …

O Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O isolamento social em decorrência da Covid-19 fez com que essa realidade se tornasse mais evidente. O ganho de peso, por exemplo, foi uma das reclamações de muitos brasileiros neste período de confinamento. Esse aumento no peso pode ter relação com a compulsão alimentar, distúrbio de ansiedade caracterizado pela necessidade de comer, mesmo quando se está saciado.

A compulsão é um comportamento percebido como inadequado, que traz a sensação de ausência de controle, ou seja, a pessoa sabe que é prejudicial o que está fazendo, mas não consegue evitar ou parar de fazê-lo. A psicóloga Juliana Perina, do Sesi Mogi Guaçu, explica como funciona a compulsão no nosso corpo.

“Podemos dizer que, em nosso cérebro, um “sistema de recompensa” é acionado toda vez que fazemos algo prazeroso. Ao ingerir a comida, o cérebro ativa esse sistema, fazendo com que a pessoa queira repetir essa experiência. O problema começa quando a compulsão leva a repetir o mesmo comportamento gerador de prazer diversas vezes, com maior frequência, mesmo que isso esteja trazendo danos”, conclui Juliana.

Existem alguns sinais de alerta para perceber se o excesso de ingestão de alimentos se trata de compulsão alimentar. Comer muito rápido até se sentir desconfortavelmente cheio, fazer refeições sozinho por vergonha da quantidade de comida e a sensação de culpa ou tristeza pelo exagero de comida ingerida são os sintomas mais recorrentes.

Tratamento interdisciplinar

Para combater a compulsão, que tem aspectos físicos e psicológicos, é necessário um tratamento interdisciplinar com psicólogo e nutricionista. Assim, a busca por profissionais é fundamental para identificar e tratar o problema.

De acordo com a psicóloga do Sesi, no âmbito psicológico, é importante buscar a compreensão do significado dessa compulsão para trabalhar eventuais dificuldades de lidar com sentimentos ou situações, cujo alívio esteja sendo buscado na comida. Buscar novas fontes de prazer e socialização é fundamental para obter êxito no tratamento, principalmente em momentos que não estejam relacionados a refeições. Para ter mais informações sobre alimentação saudável e consciente acesse os outros conteúdos do site.

Obesidade: o que é, o que causa e como tratar?

Editoria: Alimentação Saudável

O acúmulo de gordura no corpo humano, causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, é chamado de obesidade. A doença crônica é considerada um dos maiores problemas de saúde pública e vem crescendo a cada dia no mundo todo. Ela é responsável por apresentar fatores de risco para um conjunto de …

O acúmulo de gordura no corpo humano, causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, é chamado de obesidade. A doença crônica é considerada um dos maiores problemas de saúde pública e vem crescendo a cada dia no mundo todo. Ela é responsável por apresentar fatores de risco para um conjunto de outras doenças.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o padrão utilizado para diagnosticar a obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 30kg/m2. O IMC é calculado dividindo-se o peso do indivíduo pela sua altura elevada ao quadrado, identificando-se o peso normal. Quando o resultado está entre 18,5 e 24,9, o grau de obesidade do paciente é leve (classe 1 – IMC 30 a 34,9 kg/m2); o grau moderado (classe 2) está entre 35 a 39,9 kg/m2; e grave (classe 3), quando o IMC estiver maior ou igual a 40 kg/m2.

A gordura corporal excessiva provoca um estado inflamatório constante em todo o organismo, o que traz diversos problemas, conhecidos como síndrome metabólica. Segundo a OMS, essa síndrome está relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior do que na população sem essa mesma condição e a um risco de morrer por doença cardiovascular até três vezes maior.

Quais são as causas da obesidade?

Com causas diversas e complexas, a obesidade pode envolver variadas questões. Entre elas, está a hereditariedade, a ingestão de alimentos com alto teor calórico em grande quantidade e baixo teor nutritivo (poucas vitaminas, minerais e fibras) associado a falta de atividades físicas na rotina. Outros fatores associados são alterações psicológicas, fatores ambientais, econômicos, culturais, sociais e algumas doenças hormonais.

Então perder peso é a solução para vencer a obesidade?

Esse pensamento é muito comum quando se fala em obesidade, mas a resposta é não. O termo “perda de peso” aparece sempre quando se fala na doença, mas o fato de perder peso não significa emagrecimento.

É preciso entender que o nosso corpo é dividido em dois compartimentos: massa gorda e massa livre de gordura. A massa gorda é composta exclusivamente do tecido adiposo, enquanto a massa livre de gordura é composta de água e de tecidos metabolicamente ativos (os demais órgãos). A somatória dessas massas forma o nosso peso corporal. Quando falamos em perda de peso, estamos tratando da diminuição de qualquer um desses componentes, ou seja, sua massa corporal total ou perda de quilos demonstrados na balança.

Já o termo “emagrecer” significa tornar-se mais magro, ou seja, ter mais massa magra no corpo, o que também está relacionado a reduzir o percentual de gordura corporal, isto é, o que realmente importa, já que a massa de gordura em excesso está associada a diversos malefícios para a nossa saúde. Acompanhar a redução do peso apenas pelo número indicado na balança não é o melhor método para a avaliação do sucesso do tratamento. É de extrema importância a ajuda de profissionais como nutricionistas e endocrinologistas, além de hábitos de vida sadios.

Nesta matéria, você viu que os hábitos alimentares estão diretamente ligados à perda ou ao ganho de gordura do organismo. Por isso, preparar pratos que contribuem com a melhoria de sua saúde, fornecendo minerais e nutrientes ao seu corpo, deve ser uma prática diária.

Para auxiliá-lo, o programa Alimente-se Bem conta com quase 300 receitas econômicas, saudáveis e saborosas para você aproveitar no dia a dia. Confira a sugestão de hoje.

Torta de abobrinha

Hábitos alimentares inadequados impactam na prevalência de brasileiros com excesso de peso

Editoria: Alimentação Saudável

Cuidar da saúde em meio a uma rotina agitada não é uma tarefa fácil. Porém, a escolha dos alimentos invariavelmente se reflete na saúde e na balança do brasileiro. De acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope Conecta, entre os desatentos ao cardápio, mais de 80% não consegue manter uma alimentação regrada devido à praticidade …

Cuidar da saúde em meio a uma rotina agitada não é uma tarefa fácil. Porém, a escolha dos alimentos invariavelmente se reflete na saúde e na balança do brasileiro. De acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope Conecta, entre os desatentos ao cardápio, mais de 80% não consegue manter uma alimentação regrada devido à praticidade de se consumir, constantemente, alimentos prontos para consumo, normalmente ultraprocessados.

Em uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde (MS) em 2020, 63% das pessoas analisadas estavam com excesso de peso. A enquete também informa que a má alimentação lidera o ranking dos fatores de risco relacionados à carga global de doenças no mundo.

E o impacto dessa má alimentação é igualmente financeiro. Segundo o estudo, a obesidade demandou, no ano de 2011, gastos ambulatoriais e com hospitalizações de R$ 488 milhões; já em 2018, obteve um aumento de 37%, totalizando R$ 669 milhões. O MS também aponta que as despesas atribuídas à hipertensão arterial, à diabetes e à obesidade, no Brasil, totalizaram mais de R$3 bilhões somente em 2018, incluindo-se os custos do Sistema Único de Saúde (SUS) com hospitalizações, procedimentos ambulatoriais e medicamentos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que doenças cerebrovasculares e cardiovasculares, neoplasias, obesidade, diabetes e hipertensão, entre outras doenças crônicas não transmissíveis, são consideradas como alguns dos maiores problemas de saúde pública no mundo. No Brasil, o percentual de mortes prematuras delas decorrentes corresponde a 74%. Por fim, vale destacar que o cenário atual de Covid-19 não só colocou a questão da saúde em maior evidência, como também gerou mais reflexão sobre a sustentabilidade e a necessidade de se adotar uma dieta rica em nutrientes, que contribua para melhorar a saúde em vários aspectos. Na página do Alimente-se Bem você pode conferir receitas fáceis e nutritivas para levar uma vida cada vez mais saudável.